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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Medina Carreira: Foi pedido o resgate

recebi isto por e-mail... mais um texto carregado de razão que os amigos cor-da-rosa vão dizer que é anti-patriótico... 
De: - Medina Carreira
Bom, dado o que está em causa é tão só o futuro dos nossos filhos e a própria sobrevivência da democracia em Portugal, não me parece exagerado perder algum tempo a desmontar a máquina de propaganda dos bandidos que se apoderaram do nosso país. Já sei que alguns de vós estão fartos de ouvir falar disto e não querem saber, que sou deprimente, etc, mas é importante perceberem que o que nos vai acontecer é, sobretudo, nossa responsabilidade porque não quisemos saber durante demasiado tempo e agora estamos com um pé dentro do abismo e já não há possibilidade de escapar.


Estou convencido que aquilo a que assistimos nos últimos dias é uma verdadeira operação militar e um crime contra a pátria (mais um). Como sabem há muito que ando nos mercados (quantos dos analistas que dizem disparates nas TVs alguma vez estiveram nos ditos mercados?) e acompanho com especial preocupação (o meu Pai diria obsessão) a situação portuguesa há vários anos. Algumas verdades inconvenientes não batem certo com a "narrativa" socialista há muito preparada e agora posta em marcha pela comunicação social como uma verdadeira operação de PsyOps, montada pelo círculo íntimo do bandido e executada pelos jornalistas e comentadores "amigos" e dependentes das prebendas do poder (quase todos infelizmente, dado o estado do "jornalismo" que temos).

Ora acredito que o plano de operações desta gente não deve andar muito longe disto:

  1. Narrativa: Se Portugal aprovasse o PEC IV não haveria nenhum resgate. Verdade: Portugal já está ligado à máquina há mais de 1 ano (O BCE todos os dias salva a banca nacional de ter que fechar as portas dando-lhe liquidez e compra obrigações Portuguesas que mais ninguém quer - senão já teriamos taxas de juro nos 20% ou mais). Ora esta situação não se podia continuar a arrastar, como é óbvio. Portugal tem que fazer o rollover de muitos milhares de milhões em dívida já daqui a umas semanas só para poder pagar salários! Sócrates sabe perfeitamente que isso é impossível e que estávamos no fim da corda.  O resto é calculismo político e teatro. Como sempre fez.
  2. Narrativa: Sócrates estava a defender Portugal e com ele não entrava cá o FMI. Verdade: Portugal é que tem de se defender deste criminoso louco que levou o país para a ruína (há muito antecipada como todos sabem). A diabolização do FMI é mais uma táctica dos spin doctors de Sócrates. O FMI fará sempre parte de qualquer resgate, seja o do mecanismo do EFSF (que é o que está em vigor e foi usado pela Irlanda e pela Grécia), seja o do ESM (que está ainda em discussão entre os 27 e não se sabe quando, nem se, nem como irá ser aprovado).
  3. Narrativa: Estava tudo a correr tão bem e Portugal estava fora de perigo mas vieram estes "irresponsáveis" estragar tudo. Verdade: Perguntem aos contabilistas do BCE e da Comissão que cá estiveram a ver as contas quanto é que é o real buraco nas contas do Estado e vão cair para o lado (a seu tempo isto tudo se saberá). Alguém sinceramente fica surpreendido por descobrir que as finanças públicas estão todas marteladas e que os papéis que os socráticos enviam para Bruxelas para mostrar que são bons alunos não têm credibilidade nenhuma? E acham que lá em Bruxelas são todos parvos e não começam a desconfiar de tanto óasis em Portugal? Recordo que uma das razões pela qual a Grécia não contou com muita solidariedade alemã foi por ter martelado as contas sistematicamente, minando toda a confiança. Acham que a Goldman Sachs só fez swaps contabilísticos com Atenas? E todos sabemos que o engº relativo é um tipo rigoroso, estudioso e duma ética e honestidade à prova de bala, certo?
  4. Narrativa: Os mercados castigaram Portugal devido à crise política desencadeada pela oposição. Agora, com muita pena do incansável patriota Sócrates, vem aí o resgate que seria desnecessário.Verdade: É óbvio que os mercados não gostaram de ver o PEC chumbado (e que não tinha que ser votado, muito menos agora, mas isso leva-nos a outro ponto), mas o que eles querem saber é se a oposição vai ou não cumprir as metas acordadas à socapa por Sócrates em Bruxelas (deliberadamente feito como se fosse uma operação secreta porque esse aspecto era peça essencial da sua encenação). E já todos cá dentro e lá fora sabem que o PSD e CDS vão viabilizar as medidas de austeridade e muito mais. É impressionante como a máquina do governo conseguiu passar a mensagem lá para fora que a oposição não aceitava mais austeridade. Essa desinformação deliberada é que prejudica o país lá fora porque cria inquietação artificial sobre as metas da austeridade. Mesmo assim os mercados não tiveram nenhuma reacção intempestiva porque o que os preocupa é apenas as metas. Mais nada. O resto é folclore para consumo interno. E, tal como a queda do governo e o resgate iminente não foram surpresa para mim, também não o foram para os mercados, que já contavam com isto há muito (basta ver um gráfico dos CDS sobre Portugal nos últimos 2 anos, e especialmente nos últimos meses). Porque é que os media não dizem que a bolsa lisboeta subiu mais de 1% no dia a seguir à queda? Simples, porque não convém para a narrativa que querem vender ao nosso povo facilmente manipulável (julgam eles depois de 6 anos a fazê-lo impunemente).
Bom, há sempre mais pontos da narrativa para desmascarar mas não sei se isto é útil para alguém ou se é já óbvio para todos. E como é 5ª feira e estou a ficar irritado só a escrever sobre este assunto termino por aqui. Se quiserem que eu vá escrevendo mais digam, porque isto dá muito trabalho.


Henrique Medina Carreira.

terça-feira, 12 de abril de 2011

OMO lava mais branco? ou a Alvura da Rosa?

Artigo de opinião de Francisco Moita Flores, completo em:

http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?channelId=00000113-0000-0000-0000-000000000113&contentId=b6eae62d-05d4-4b56-ad27-407b76f4df32


Omo e o Congresso


(Francisco Moita Flores)


Um dos anúncios mais populares foi criado na década de setenta pelo detergente Omo. Uma senhora aparecia com uma toalha sujíssima, encenava que a ia lavar com detergente e, de repente, surgia com uma brancura imaculada. Por fim rematava com a frase: "Omo lava mais branco."
Estou convencido de que esta senhora foi ao congresso do Partido Socialista (PS). Pelo que ali se disse, ficou claro que o PS não teve responsabilidade na governação do país há mais de seis anos. Ficou clarinho que o PS não teve responsabilidade no aumento desenfreado de desemprego, que neste momento chega a setecentas mil almas, e que está imaculado no que respeita à duplicação da dívida pública que atirou Portugal para o ‘buraco negro’ onde nos encontramos.
Também é de uma alvura angélica no que respeita à existência do PEC 1, do PEC 2, do PEC 3 e do Orçamento de Estado que apertou o cinto dos portugueses até à rebelião. É claríssimo que o PEC 4 era o final do sacrifício, embora agora se perceba que teria de vir um PEC 5 e talvez um PEC 6. Ficou clarinho como a água que os socialistas são uns patriotas e os restantes partidos, que representam a maioria da população, são inimigos da Pátria. Porquê? Porque chumbaram o imaculado e virginal PEC 4.

(...) - continua

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Adopção de normas abertas nos sistemas informáticos do Estado

Será que vamos passar a ter um Estado menos vendido a um certo fabricante?? Hmmm... 




Texto final dos Projectos de Lei n.º 389/XI (BE) e N.º 321/XI (PCP):


"estabelece a adopção de normas abertas nos sistemas informáticos do Estado". 


Votação na Reunião da Comissão nº. 72 em 2011-03-29, 


Texto Final aprovado Artigo a Artigo, Online em http://bit.ly/ee6ujI

Piada do dia (e hoje bem precisamos...!)

O nosso grande líder, a fazer-nos rir um bocadinho andtes de nos fazer chorar pelo que andou a fazer de 2005 até agora...


Mas o Sr. da FCCN diz que não, que a fuga de céreboros é um disparate pegado...

Artigo interessante por acaso... 9 em cada 10 diz que se pisgava.. desses, 44 em cada 100 pisgava-se para a Estranja... porque será??

(artigo completo em: http://aeiou.expressoemprego.pt/PageTree.aspx?Id=138 )

Nove em cada dez portugueses prontos para emigrar

31.03.2011Nove em cada dez portugueses estão dispostos a mudar para conseguir o emprego certo e 44% não coloca mesmo qualquer entrave a trocar de país ou continente. (...)
A emigração faz cada vez mais parte das opções dos portugueses e não pelas melhores razões. As ambições de uma carreira à escala internacional por mero gosto de evolução e experiência profissional foram superadas pela necessidade de ter um salário no final do mês. Com o desemprego a atingir números recorde em Portugal, há cada vez mais gente a fazer as malas e colocar o seu talento ao serviço de outras economias. E esta é uma realidade que não conhece escalões etários. (...)
(...) O estudo realizado em janeiro deste ano pela Kelly Services em 30 países, para o qual foram inquiridos mais de nove mil portugueses, revela que “um número significativo de pessoas trabalha em condições não convencionais, que incluem a realização de horas extra, múltiplos empregos, longas distâncias até ao trabalho e excesso de viagens”. (...)
(...)
Frank Weermeijer destaca ainda o facto de “43% dos portugueses que trabalham em condições não convencionais acham que só o poderão continuar a fazer por mais um ano, enquanto 35% assumem ter capacidade para sustentar esta situação indefinidamente”. (...)
Uma realidade preocupante. Esta predisposição para rumar ao estrangeiro é especialmente notória em áreas como a engenharia, um sector onde ainda se sente a ausência de novos projetos e investimentos em solo nacional capazes de absorver a mão de obra disponível. (...)

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Porque fui à Manif de 12 de Março de 2011...?

Para alguns até poderia parecer estranho...

Tenho isto escrito há uns tempos, mas por um ou outro motivo, não o pus ainda aqui.. vai desta...


Declaração de Principio: Não posso dizer que estou “à rasca”... Tenho uma situação profissional “estável”, tenho até, possivelmente, uma situação profissional que alguns considerariam priveligiada. Estou numa área profissional onde tenho razoáveis perspectivas, mesmo que a minha situação profissional actual se altere.

Então se tudo isto é verdade, porque me considero tão parte de uma “geração à rasca” que insisti em marcar presença na Av. da Liberdade no passado dia 12 de Março??

  • Porque vejo amigos meus de infância a terem de emigrar para ter trabalho a ganhar mais de 600€...
  • Porque vejo amigos meus que se licenciaram em gestão, comunicação social, línguas, direito, em cursos que abrem nas universidades “porque sim”, sem um critério do “porque se abre esse curso, sem que se articulem os cursos que existem, com as necessidades das empresas, e que acabam a trabalhar no supermercado, ou nas obras, ou nem nessas áreas conseguem emprego, porque são “sobre-qualificados”...
  • Porque vejo amigos meus que há 12 anos estão a trabalhar no mesmo sitio, em instituições tuteladas pelo estado, violador primeiro das suas leis, a trabalhar a recibos verdes, e sem perspectivas de alguma vez lhes fazerem um contrato...
  • Porque vejo amigos meus há 8 anos a trabalhar no mesmo local, em instituições tuteladas pelo estado, violador primeiro das suas leis, a trabalhar a contratos de 3 meses, renováveis por 3 meses, durante 4 desses anos, e que lhes dizem que terão de lhes baixar o ordenado (leia-se, tirar da escala de turnos...) se invocarem o estatuto de trabalhador estudante para irem fazer uns examezitos e irem a umas aulas de laboratório...
  • Porque vejo as instituições do Estado, tantas e tantas vezes, adjudicarem sem critério, apenas porque sim, e deixarem os pagamentos para quando calha... levando empresas a, ou irem à falência, ou cobrarem à cabeça valores com os juros incluídos, aumentando a despesa pública, ou fazendo com que quem seja despedido tenha de ser apoiado por contribuições sociais... ou seja, em ambos os casos paga o Zé Povinho... e os políticos que se dedicam a estas actividades, nem mencionados são...
  • Porque vejo a justiça em Portugal punir com cortes no plafond dos telemóveis e cortes de ordenado os juízes que se atrevem a falar contra os “powers that are”...
  • Porque vejo uma ausência de transparência de tal ordem que chega a ser impressionante... e toda a gente a acha normal...
  • Porque vejo gente a ser contratada porque “tu sabes quem é o marido/primo/tio/irmão/pai (ou os seus correspondentes femininos) dela(e) não sabes?”, em vez de pelo seu mérito...
  • Porque não vejo jamais, o tráfego de influências que grassa neste país a ser punido, mesmo quando toda a gente sabe que ele existe.
  • Porque  vejo serem sempre os mesmos a pagar... e são sempre aqueles que não se sujeitam a ter um cartão de um qualquer partido, ou que tenham a sorte de um familiar que lhes facilite a entrada no clube do Factor C(unha)... (do qual há tão poucos exemplos, que já lhe arranjaram um nome...)
  • Porque quando é para reduzir salários ao “Zé Povinho”, vejo deputados que fizeram essa proposta a votar contra a redução dos seus próprios salários...
  • Porque quando se fala em reduzir despesas, nunca se fala em comprar carros mais modestos para os membros do Governo, em reduzir o número de assessores, em reduzir os pareceres externos, passando aos advogados empregados nos serviços públicos um atestado de incompetência a quem o estado emprega (que até pode ser verdade, com tantos “amigos, tios, sobrinhos, e outros “boys” que estão na máquina do estado...!), por valores principescos...!
  • Porque quando se fala de os Senhores Deputados viajarem na Europa (e porque raio só na Europa???) em Turística em vez de em 1ª classe, se insurgem suas Exas como se fosse um crime, mas não têm pejo em congelar (e taxar) reformas de 185€...!
  • Para ver um cartaz, em pleno Rossio, onde se lia “As putas ao poder, que os filhos já lá estão”...
  • Para ver um cartaz onde se lia “Pelo meu filho de 20 anos, que não tem futuro neste país”...
  • Porque para o primeiro ministro deste país, a Chanceler Alemã deve saber primeiro das suas intenções que os portugueses a quem, alegadamente, representa...
  • Porque vejo as empresas, que prestam serviços ao estado (assim mesmo, com letra pequena...) a facturar, a pagar o IVA no máximo nos 3 meses seguintes, e o estado a levá-las à falência porque apenas lhes paga daí a um ou dois anos... 
  • E porque se as empresas exigirem os juros a que têm direito, à taxa legal, sabe de antemão que jamais voltarão a prestar serviços a essas entidades do "estado"...
Foi por tudo isto que fui à Av. da Liberdade... e aos Restauradores... e ao Rossio... e por tudo isso (e mais algumas que agora não me lembro...) lá voltava... talvez muitas vozes! 


Restaurem, nos Restauradores, a Democracia neste pobre (sobretudo de espirito) país à beira mar plantado.