segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Bom ano e... Cursos on-line à borliu...

Oi gentes!!

Em primeiro lugar.. Bom 2013!!!

Em segundo, porque o saber não ocupa lugar, espreitem:



Abraço!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

LUZ



Talvez que noutro mundo, noutro livro,
tu não tenhas morrido
e talvez nesse livro não escrito
nem tu nem eu tenhamos existido

e tenham sido outros dois aqueles
que a morte separou e um deles
escreva agora isto como se
acordasse de um sonho que

um outro sonhasse (talvez eu),
e talvez então tu, eu, esta impressão
de estranhidão, de que tudo perdeu
de súbito existência e dimensão,

e peso, e se ausentou,
seja um sonho suspenso que sonhou
alguém que despertou e paira agora
como uma luz algures do lado de fora.

Manuel António Pina, in «Todas as Palavras - Poesia Reunida»

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Ciências Sociais...


Na introdução da aula de Ciências Sociais o professor começa por lembrar que no ano de 1755 um terramoto arrasou grande parte da cidade mas felizmente havia um político (nesse tempo não havia partidos) que enterrou os mortos, cuidou dos vivos e reconstruiu os estragos e que a zona mais bela da cidade é desse tempo.

Convidou os alunos a dissertarem sobre o que fariam (actualmente há vários partidos) os diversos políticos.
Silêncio sepulcral.
Impressionado o professor incentiva:
Meditem um pouco e se alguém tiver alguma coisa a dizer levante o braço.
Braço no ar.
Diz lá Jaiminho.
«
  • Pelo que vai sendo hábito, um criava uma comissão de inquérito, metia lá os amigos e fundava um grupo de trabalho para os familiares.
  • Outro saqueava os mortos e os vivos que não conseguissem fugir.
  • O terceiro nacionalizava os destroços para os capangas pilharem.
  • O quarto aumentava os impostos para a reconstrução e entregava as obras aos correligionários.
  • O quinto punha-se ao lado dos vivos a tentar ficar com as sobras. 
  • Entretanto juntavam-se em grupos para dizer mal uns dos outros quando estivessem fora da gama.
  • Quem diz gama diz gamanço.»
  • O professor encabulou e os restantes alunos fizeram uma manifestação de protesto e ficou tudo na mesma.
A aula acabou e o Jaiminho ganhou uns créditos fora as equivalências.


Comentário de "Algarvez" em 21.09.2012 - 09:45 à noticia do Jornal "SOL" em

http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=59544

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

"Vão-se foder"

"Vão-se foder.
Na adolescência usamos vernáculo porque é “fixe”. Depois deixamo-nos disso. Aos 32 sinto-me novamente no direito de usar vernáculo, quando realmente me apetece e neste momento apetece-me dizer: Vão-se foder!
Trabalho há 11 anos. Sempre por conta de outrém. Comecei numa micro empresa portuguesa e mudei-me para um gigante multinacional.
Acreditei, desde sempre, que fruto do meu trabalho, esforço, dedicação e também, quando necessário, resistência à frustração alcançaria os meus objectivos. E, pasme-se, foi verdade. Aos 32 anos trabalho na minha área de formação, feliz com o que faço e com um ordenado superior à média do que será o das pessoas da minha idade.
Por isso explico já, o que vou escrever tem pouco (mas tem alguma coisa) a ver comigo. Vivo bem, não sou rica. Os meus subsídios de férias e Natal servem exactamente para isso: para ir de férias e para comprar prendas de Natal. Janto fora, passo fins-de-semana com amigos, dou-me a pequenos luxos aqui e ali. Mas faço as minhas contas, controlo o meu orçamento, não faço tudo o que quero e sempre fui educada a poupar.
Vivo, com a satisfação de poder aproveitar o lado bom da vida fruto do meu trabalho e de um ordenado que batalhei para ter.
Sou uma pessoa de muitas convicções, às vezes até caio nalgumas antagónicas que nem eu sei resolver muito bem. Convivo com simpatia por IDEIAS que vão da esquerda à direita. Posso “bater palmas” ao do CDS, como posso estar no dia seguinte a fazer uma vénia a comunistas num tema diferente, mas como sou pouco dado a extremismos sempre fui votando ao centro. Mas de IDEIAS senhores, estamos todos fartos. O que nós queríamos mesmo era ACÇÕES, e sobre as acções que tenho visto só tenho uma coisa a dizer: vão-se foder. Todos. De uma ponta à outra.
Desde que este pequeno, mas maravilhoso país se descobriu de corda na garganta com dívidas para a vida nunca me insurgi. Ouvi, informei-me aqui e ali. Percebi. Nunca fui a uma manifestação. Levaram-me metade do subsídio de Natal e eu não me queixei. Perante amigos e família mais indignados fiz o papel de corno conformado: “tem que ser”, “todos temos que ajudar”, “vamos levar este país para a frente”. Cheguei a considerar que certas greves eram uma verdadeira afronta a um país que precisava era de suor e esforço. Sim, eu era assim antes de 6ª feira. Agora, hoje, só tenho uma coisa para vos dizer: Vão-se foder.
Matam-nos a esperança.
Onde é que estão os cortes na despesa? Porque é que o 1º Ministro nunca perdeu 30 minutos da sua vida, antes de um jogo de futebol, para nos vir explicar como é que anda a cortar nas gorduras do estado? O que é que vai fazer sobre funcionários de certas empresas que recebem subsídios diários por aparecerem no trabalho (vulgo subsídios de assiduidade)?… É permitido rir neste parte. Em quanto é que andou a cortar nos subsídios para fundações de carácter mais do que duvidoso, especialmente com a crise que atravessa o país? Quando é que páram de mamar grandes empresas à conta de PPP’s que até ao mais distraído do cidadão não passam despercebidas? Quando é que acaba com regalias insultosas para uma cambada de deputados, eleitos pelo povo crédulo, que vão sentar os seus reais rabos (quando lá aparecem) para vomitar demagogias em que já ninguém acredita?
Perdoem-me a chantagem emocional senhores ministros, assessores, secretários e demais personagem eleitos ou boys desta vida, mas os pneus dos vossos BMW’s davam para alimentar as crianças do nosso país (que ainda não é em África) que chegam hoje em dia à escola sem um pedaço de pão de bucho. Por isso, se o tempo é de crise, comecem a andar de opel corsa, porque eu que trabalho há 11 anos e acho que crédito é coisa de ricos, ainda não passei dessa fasquia.
E para terminar, um “par” de considerações sobre o vosso anúncio de 6ª feira.
Estou na dúvida se o fizeram por real lata ou por um desconhecimento profundo do país que governam.
Aumenta-me em mais de 60% a minha contribuição para a segurança social, não é? No meu caso isso equivale a subsídio e meio e não “a um subsído”. Esse dinheiro vai para onde que ninguém me explicou? Para a puta de uma reforma que eu nunca vou receber? Ou para pagar o salário dos administradores da CGD?
Baixam a TSU das empresas. Clap, clap, clap… Uma vénia!
Vocês, que sentam o já acima mencionado real rabo nesses gabinetes, sabem o que se passa no neste país? Mas acham que as empresas estão a crescer e desesperadas por dinheiro para criar postos de trabalho? A sério? Vão-se foder.
As pequenas empresas vão poder respirar com essa medida. E não despedir mais um ou dois.
As grandes, as dos milhões? Essas vão agarrar no relatório e contas pôr lá um proveito inesperado e distribuir mais dividendos aos accionistas. Ou no vosso mundo as empresas privadas são a Santa Casa da Misericórdia e vão já já a correr criar postos de trabalho só porque o Estado considera a actual taxa de desemprego um flagelo? Que o é.
A sério… Em que país vivem? Vão-se foder.
Mas querem o benefício da dúvida? Eu dou-vos:
1º Provem-me que os meus 7% vão para a minha reforma. Se quiserem até o guardo eu no meu PPR.
2º Criem quotas para novos postos de trabalho que as empresas vão criar com esta medida. E olhem, até vos dou esta ideia de graça: as empresas que não cumprirem tem que devolver os mais de 5% que vai poupar. Vai ser uma belo negócio para o Estado… Digo-vos eu que estou no mundo real de onde vocês parecem, infelizmente, tão longe.
Termino dizendo que me sinto pela primeira vez profundamente triste. Por isso vos digo que até a mim, resistente, realista, lutadora, compreensiva… Até a mim me mataram a esperança.
Talvez me vá embora. Talvez pondere com imensa pena e uma enorme dor no coração deixar para trás o país onde tanto gosto de viver, o trabalho que tanto gosto de fazer, a família que amo, os amigos que me acompanham, onde pensava brevemente ter filhos, mas olhem… Contas feitas, aqui neste t2 onde vivemos, levaram-nos o dinheiro de um infantário.
Talvez vá. E levo comigo os meus impostos e uma pena imensa por quem tem que cá ficar.
Por isso, do alto dos meus 32 anos digo: Vão-se foder"

by "Ângela Crespo in Facebook

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Carbonero... :)


-          Sara, ¿qué opinas de la segunda parte? -Que es la otra mitad. - Gracias, Sara.

-          Sara ¿Tu que ves en la repetición? - Lo mismo pero más lento - Gracias Sara.

-          Sara, ves el cesped rápido? -No, lo veo quieto. -Gracias Sara

-          Sara, ¿Una porra para el partido de hoy? -La de Iker. -Gracias Sara.

-           Sara, ¿cómo ves jugar sin 9? - 2 contra 11, muy arriesgado. - Gracias Sara
-           
-          Sara ¿qué piensa Del Bosque? - Yo soy más de playa. - Gracias Sara.
-           
-          Sara, ¿qué tal el partido de Casillas? -Un partidazo: rico, guapo y me pagó unas tetas nuevas. -Gracias, Sara
-           
-          Sara, puedes hablar con Cesc? -Vale, aci te cirve? - Gracias Sara
-           
-          Sara, ¿es cierto que han tirado bengalas? -No lo sé, no veo con el humo -Gracias Sara.
-           
-          ¿Resultado final, Sara? -Supongo que sí, porque los jugadores se van. -Gracias, Sara.

-          Sara ¿qué tal los banquillos?. -Con poco dinerillo. -Gracias, Sara.

-          Sara, ¿ Cómo lo llevas ? - Depilado -Gracias Sara.

-           Sara, ¿cuánto hay de descuento? - 50% en Bershka. - Gracias Sara.

-          Sara ¿algún cambio en el segundo tiempo? -Si, ahora corremos para el otro lado -Gracias Sara

-          Sara, ¿hay algún cambio en Croacia? – No lo sé, yo estoy en Polonia. – Gracias Sara

-          Sara, ¿está lloviendo en el césped? – No, no llueve. - ¿Y si sales fuera del paraguas? – Ah, ahí sí. – Gracias Sara

-          Sara, ¿están saltando los jugadores al terreno de juego? – No, van andando. – Gracias Sara.

quarta-feira, 21 de março de 2012

No dia Mundial da Poesia

Amigo

Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».

«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!

«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!

«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.

«Amigo» é a solidão derrotada!

«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!


Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'