quarta-feira, 10 de novembro de 2010

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Como agradar ao Departamento de Informática / Helpdesk Rede Local

Como agradar ao Departamento de Informática/ Helpdesk Rede Local

 1. Quando nos ligam para mudar o PC de sítio, tenha a certeza que o
 deixa enterrado em dezenas de postais, fotos de bebés, animais de
 peluche, flores secas, troféus e desenhos de crianças. Nós não temos
 vida própria, e achamos deveras interessante observar a vossa.

 2. Nunca escreva nada. Nunca. Nós conseguimos reproduzir as mensagens
 de erro a partir do nosso local de trabalho.

 3. Quando um de nós disser que vai já de seguida, vá tomar um café.
 Assim, não estará lá quando precisarmos da password. Para nós,
 lembrarmo-nos de 700 passwords de screensavers é das coisas mais
 fáceis do mundo.

 4. Quando nos ligar, diga o que quer fazer, não o que o está a impedir
 de o fazer. Para nós, é insignificante saber que não consegue receber
 e-mail porque o computador nem sequer liga.

 5. Quando o departamento informático enviar um e-mail marcado com
 "Highly Importance". Apague-o de imediato, estamos apenas a testar.

 6. Quando estamos a almoçar na nossa secretária, entre e diga-nos o
 que o preocupa, nós existimos apenas para o servir.

 7. Envie mails urgentes em maiúsculas, assim, o servidor repara que é
 urgente e envia-o muito mais depressa.

 8. Quando a fotocopiadora não funcionar, chame-nos, afinal, existem
 componentes electrónicos na copiadora!

 9. Quando se tenta ligar à Internet em casa e recebe uma mensagem de
 "Não existe sinal de marcação", ligue-nos, nós conseguimos resolver o
 problema a partir daqui.

 10. Quando se quiser livrar de 10 écrans velhos e ultrapassados,
 ligue-nos, nós fazemos colecção.

 11. Quando tiver um problema com o seu computador de casa, deixe-o
 numa das nossas cadeiras, sem nome, telefone ou descrição do problema.
 Adoramos um bom puzzle.

 12. Quando lhe dissermos que os écrans não têm cartuchos de tinta,
 conteste, nós adoramos uma boa discussão.

 13. Quando lhe dissermos que passamos já pela sua secretária, responda
 sarcasticamente "E quantas semanas é que vai levar isso?". É uma
 óptima maneira de nos motivar.

 14. Quando a impressora não imprime, reenvie o documento mais 20
 vezes, é que habitualmente, os pedidos de impressão são sugados para
 dentro de buracos negros. Se depois das 20 tentativas continua a não
 conseguir, envie o documento para todas as impressoras da empresa,
 alguma há-de funcionar.

 15. Não aprenda termos técnicos, nós percebemos o que significa "O meu
 coiso rebentou".

 16. Não use ajuda online, isso é para maricas.

 17. Se a barra de espaços não funciona, a culpa é do upgrade ao
 servidor de mail. Os teclados habitualmente adoram ter migalhas e
 restos de unhas em cima.

 18. Se o cabo do rato continua a deitar abaixo a fotografia da sua
 filha, meta-o debaixo do computador. Os cabos foram desenhados para
 aguentarem 20Kg de componentes afiados em cima deles.

 19. Quando receber uma mensagem a dizer "Are you sure?" clique no
 botão que diz "Yes" o mais rapidamente possível. Afinal, se não
 tivesse a certeza do que estava a fazer, não o faria.

 20. Quando vir um de nós sentado ao telefone a falar com o banco,
 sente-se no canto da secretária e olhe para nós até desligarmos a
 chamada, afinal, nem sequer temos dinheiro sobre o qual falar.

 21. Sinta-se à vontade para dizer "Eu não percebo nada dessa merda de
 Informática!". Nós adoramos que se refiram ao nosso ramo profissional
 como merda.

 22. Quando precisar de mudar o cartucho de toner numa impressora,
 chame-nos. Mudar um cartucho é uma tarefa complexa, e a HP recomenda
 que só seja realizada por um engenheiro com licenciatura em física
 nuclear.

 23. Se não encontra alguém nas Páginas Amarelas, ligue-nos.

 24. Se precisa de arrombar uma gaveta da qual perdeu a chave,
 chame-nos, adoramos "hackar".

 25. Se tem algum problema com o seu PC, peça à sua secretária para nos
 ligar. Nós adoramos lidar com pessoas que não fazem a mínima ideia de
 qual é o problema.

 26. Se receber um filme de 30MB, envie a toda a gente na empresa, é
 para isso que temos um servidor de correio, o espaço chega sempre.

 27. NUNCA parta uma grande e demorada impressão em pequenas partes,
 alguém poderá enfiar um memo no meio de uma delas.

 28. Quando estamos a carregar 10 mil euros de pesado equipamento num
 carrinho, diga-nos: "Meu Deus, vocês não podem com essas coisinhas???"
 Adoramos ouvir isto.

 29. Quando perder as chaves do seu carro, envie e-mail para toda a
 empresa, as pessoas na Alemanha gostam de saber o que se passa por cá.

 30. Se nos encontrar ao fim de semana no supermercado, faça-nos uma
 pergunta técnica. Nós também trabalhamos ao fim-de-semana.

 31. Não nos diga quando muda um computador de sítio, os nomes dos PC's
 só se atribuem por razões cosméticas.

 32. Quando trouxer o seu PC de casa para arranjarmos, deixe a
 documentação em casa, nós arranjamos as definições e os drivers
 algures.


 O Departamento de Informática agradece

A tecnologia é lixada....

Um homem chega a casa depois do trabalho, com um robô que detecta mentiras.


Chega o filho dele, 2 horas atrasado depois de sair da escola.
- Onde andaste tu? Pergunta o pai.
- Estive na biblioteca a fazer trabalhos de casa!
E zuca, o robô vai ter com o puto e prega-lhe um valente tabefe!


O pai explica:
- Filho, este robô detecta mentiras. É melhor dizeres a verdade...
- OK, estive em casa de um colega meu e vimos um filme: "Os 10
Mandamentos"...
E sai outra galheta no puto, dada pelo robô!


- Ai! - Diz o miúdo - Pronto, está bem, era um filme pornográfico...


Diz o pai:
- Envergonhas-me! Eu, na tua idade, nunca mentia aos meus pais!
E vai o robô e prega uma chapada, desta vez no pai.


A mãe, cansada de assistir àquela cena, vira-se para o marido e diz:
- Vê-se mesmo que é teu filho!
PAF! O robô dá um valente tabefe na mulher...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O problema dos impostos... e as percepções...

Bem.. isto está em inglês, e por isso peço desculpa, mas está tão bom que não resisti a colocar aqui....



Suppose that every day, ten men go out for beer and the bill for all ten comes to $100. If they paid their bill the way we pay our taxes, it would go something like this:
  • The first four men (the poorest) would pay nothing.
  • The fifth would pay $1.
  • The sixth would pay $3.
  • The seventh would pay $7.
  • The eighth would pay $12.
  • The ninth would pay $18.
  • The tenth man (the richest) would pay $59.
So, that's what they decided to do.
The ten men drank in the bar every day and seemed quite happy with the arrangement, until one day, the owner threw them a curve. 'Since you are all such good customers, he said, 'I'm going to reduce the cost of your daily beer by $20. Drinks for the ten now cost just $80.

The group still wanted to pay their bill the way we pay our taxes so the first four men were unaffected.
They would still drink for free.
But what about the other six men – the paying customers? How could they divide the $20 windfall so that everyone would get his 'fair share?'

They realized that $20 divided by six is $3.33.
But if they subtracted that from everybody's share, then the fifth man and the sixth man would each end up being paid to drink his beer.
So, the bar owner suggested that it would be fair to reduce each man's bill by roughly the same amount, and he proceeded to work out the amounts each should pay.

And so:
  • The fifth man, like the first four, now paid nothing (100% savings).
  • The sixth now paid $2 instead of $3 (33% savings).
  • The seventh now pay $5 instead of $7 (28% savings).
  • The eighth now paid $9 instead of $12 (25% savings).
  • The ninth now paid $14 instead of $18 (22% savings).
  • The tenth now paid $49 instead of $59 (16% savings).
Each of the six was better off than before.
And the first four continued to drink for free.
But once outside the restaurant, the men began to compare their savings.

  • 'I only got a dollar out of the $20,'declared the sixth man. He pointed to the tenth man,' but he got $10!'
  • 'Yeah, that's right,' exclaimed the fifth man. 'I only saved a dollar, too. It's unfair that he got ten times more than I!'
  • 'That's true!!' shouted the seventh man. 'Why should he get $10 back when I got only two? The wealthy get all the breaks!'
  • 'Wait a minute,' yelled the first four men in unison. 'We didn't get anything at all. The system exploits the poor!'

The nine men surrounded the tenth and beat him up.

The next night the tenth man didn't show up for drinks, so the nine sat down and had beers without him.
But when it came time to pay the bill, they discovered something important.
They didn't have enough money between all of them for even half of the bill!

And that, boys and girls, journalists and college professors, is how our tax system works.
The people who pay the highest taxes get the most benefit from a tax reduction.
Tax them too much, attack them for being wealthy, and they just may not show up anymore.

In fact, they might start drinking overseas where the atmosphere is somewhat friendlier.

David R. Kamerschen, Ph.D.
Professor of Economics, University of Georgia

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A SOGRA

A SOGRA

Um marido ganhou num sorteio, 3 passagens para Jerusalém.

Chegou em casa, contou para a esposa e, mandou ela arrumar as malas e foi ligando para chamar também a mãe dele, quando começou uma grande discussão, um grande debate, com a esposa que queria levar a mãe dela.

Para não dar briga no final, ele concordou em levar a mãe dela (a sogra).

Chegando lá, estavam visitando os locais onde Cristo passou quando de repente a sogra, emocionada, passa mal.
Levam a velha para o hospital e ela acaba morrendo.
O marido conversando com o pessoal do hospital, para ver o que ia fazer, perguntou quanto custava o enterro em Jerusalém.

Disseram que na moeda Portuguesa, seriam uns 1.000,00 €.
Perguntou também quanto ficaria para mandar o corpo para o Portugal.
Responderam que com o transporte e tudo ficaria uns 10.000,00 €.

O marido então escolheu mandar para Portugal.
O pessoal do hospital e a esposa olharam espantados para ele, sem entender, e perguntaram por que mandar o corpo para Portugal se é muito mais caro?

O marido respondeu:
Vocês já tiveram um caso de ressurreição aqui...! Prefiro não arriscar...

Guerra Alentejo Iraque

Saddam Hussein estava calmamente sentado no seu escritório quando o telefone tocou:

- Olá Hussein, pá. Aqui é o Quim, d Alentejo, Portugal. Estou a telefonar para te informar oficialmente que vamos declarar guerra ao Iraque.
- Bem, Quim, isso é de facto uma noticia importante. Já agora, diz-me lá o tamanho do teu exército...
- Neste momento - diz o Quim apos uma curta reflexão - sou eu, o compadre Manel, a prima Vicencia e o marido e a equipa do dominó do café. Portanto, somos oito!

Saddam suspirou:
- Tenho q te dizer, Quim, q tenho um milhão de homens sob o meu comando!
- Porra, pá! Eu depois ligo-te!

No dia seguinte o Quim volta a telefonar:
- Bem, Hussein a declaração de guerra mantém-se. É que conseguimos arranjar equipamento!
- Ah sim? E qual? - pergunta Hussein
- Dois tractores, uma retroescavadora e duas debulhadoras.

Saddam dá novo suspiro:
- Eu tenho 10.000 tanques, 15.000 camiões, 20.000 canhões e o meu exército cresceu 50% desde a nossa ultima conversa.
- Tás a falar verdade? Eu depois ligo-te!

No dia seguinte, o Quim volta efectivamente a telefonar:
- Bem, Hussein, a declaração d guerra mantém-se. É q conseguimos arranjar forca aérea. Colocámos duas metralhadoras n avião d sulfatar. AH! E a equipa da bisca lá do café juntou-se a nós!

Pela terceira vez Saddam suspira:
- Eu tenho 3.000 caças, 6.000 bombardeiros, 9.000 aviões de carga e desde a nossa ultima conversa o meu exército já chegou aos dois milhões de soldados.
- Chica pá, eu depois ligo-te!

No dia seguinte o Quim liga de novo:
- Hussein, é para te dizer que vamos cancelar a guerra!
- O quê!? Então eu que já estava a contar com ela... O que é que aconteceu?

- Bem, é que ontem à noite houve reunião no café e chegamos à conclusão que não temos possibilidade de alimentar dois milhões de prisioneiros.

A CRIATURA DA NOSSA RUÍNA

(dá que pensar)
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Público, Domingo, Outubro 03, 2010

Vasco Pulido Valente

A CRIATURA DA NOSSA RUÍNA

«Fora a gente sem nome que fez do PS um modo de vida, não há ninguém na política ou no jornalismo que se atreva a justificar o primeiro-ministro, José Sócrates. 

Não me lembro — excepto em ditadura — de nenhum homem público tão profundamente execrado. O desprezo e a hostilidade variam de tom e pretexto, mas Sócrates conseguiu unir Portugal inteiro contra ele. E não só por causa do PECIII, que infalivelmente nos levará à miséria (embora isso também conte). O que o cidadão comum detesta é a pessoa: a pessoa que ele exibe no Parlamento e no país. E que, se ainda não recebeu ordem de despejo, é porque o PSD e o dr. Cavaco não querem agravar a crise com um vácuo de poder na cena doméstica. 

Nesta extravagante situação, é curioso relembrar como apareceu (e cresceu) a criatura que nos levou à ruína. Sócrates veio da província com a ambição de fazer carreira. Como educação formal, não foi além de um vaguíssimo diploma de engenheiro, extraído à complacência de uma universidade privada. E, como profissional, não se lhe conhece um currículo respeitável. E, no entanto, "subiu". "Subiu" sob a protecção de António Guterres, que fez dele deputado, secretário de Estado e, depois, ministro (do Ambiente). Não se percebe o que Guterres viu na criatura. Obediência? Dedicação ao trabalho? Algum jeito para a intriga partidária? Não se sabe. O certo é que Sócrates com certeza o serviu fielmente. 

E, quando Guterres um belo dia se escapou, Sócrates, que não valia nada, emergiu de repente como um candidato plausível a secretário-geral do PS. Porquê? Por causa da RTP, que o resolveu escolher para um debate semanal com Pedro Santana Lopes. Sócrates "passa" bem na televisão (como é obrigatório num político moderno) e essa presença constante em casa de cada um acabou por o tornar numa espécie de encarnação do PS. 

O resto correu segundo as normas. Durante a campanha contra Manuel Alegre e João Soares, peritos de publicidade arranjaram maneira de ele não se comprometer com coisa nenhuma (uma técnica também obrigatória) e de mentir no caso de um aperto (sobre impostos, claro). Sócrates ganhou; e ganhou, a seguir, a maioria absoluta. 

Na noite da vitória não agradeceu ao país, com que nunca no fundo se importou. Agradeceu ao PS, a que devia tudo. E, assim, Portugal recebeu do céu (na verdade, do Largo do Rato) um primeiro-ministro, obscuro e vácuo, que não lhe merecia, em princípio, a menor confiança. Mas, tendo votado nesse grosseiro produto do PS, agora não se deve queixar.» 

Vasco Pulido Valente